Aline Muniz e Bia Maciel: O olhar da amizade, muito além do caso clínico

Uma bonita matéria no Globo Online sobre uma enfermeira que deu abrigo s uma paciente com leucemia:

O olhar de Bia encontra o de Aline, e as duas começam a rir. Existe entre elas a comunhão de muitas coisas compartilhadas, embora tenham se conhecido há apenas nove meses. Bia diz “parece que somos amigas desde sempre”, e qualquer um é capaz de notar isso. No dia 14 de abril de 2016, aos 21 anos, ela entrou assustada no Hospital Universitário Pedro Ernesto com uma leucemia recém-diagnosticada, ao lado da tia Fabiana. Mal começara a estudar psicologia na Universidade Católica de Petrópolis e já era preciso trancar a matrícula. A enfermeira Aline estava de plantão, e nunca mais saiu de perto da estudante.

Aline e Bia

Aline e Bia

Alguns dias depois, sugeriu à menina que raspasse os cabelos cacheados, pois a tristeza seria maior se os fios caíssem aos poucos. Foi Aline quem os raspou.

— Estava passando na televisão a reprise da novela “Laços de família”, em que a personagem da Carolina Dieckmann descobre uma leucemia. Eu disse para Bia: “Isso não é novela, não precisamos chorar, vamos só cortar o cabelo” — lembra Aline Muniz, de 32 anos, uma mulher que a vida fez durona, mas também generosa.

Após um mês de internação, lutando pela cura com sessões de quimioterapia, Ana Beatriz Maciel não poderia ficar longe do hospital. Com o sistema imunológico enfraquecido (a quantidade ideal de leucócitos é 4 mil, ela tinha apenas 100), uma simples febre pode ser fatal. Diante do risco de voltar para Petrópolis, ela e a família decidiram que era melhor continuar no Rio. Mas onde? Uma conhecida dos pais, que havia prometido hospedagem, começou a criar obstáculos, como um suposto foco de dengue no vizinho. Ao perceber que não existia um plano B para a jovem, Aline conversou com seu marido, Anderson Andrea, e os dois concordaram: Bia poderia morar com eles e os três filhos.

— Na hora, achei que fosse brincadeira. A verdade é que não estamos acostumados a receber ajuda de alguém que mal nos conhece. Saí do leito de isolamento e cheguei a passar um dia na enfermaria de doenças infecto-parasitárias, pois não havia outro lugar no hospital. Aceitei o convite da Aline — recorda Bia, sentada no sofá do apartamento de sua nova família, com três crianças pulando e cantando ao redor. — Hoje até que elas estão quietinhas.

Desde maio do ano passado, Bia dorme na casa da enfermeira quase todas as noites. Volta para Petrópolis apenas quando a quimioterapia entra na fase oral, com remédios ministrados por ela mesma, como o metotrexato e o tioguanina.

Leia a matéria completa clicando aqui.

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