O Rio Que Se Queira Negar: Exposição sobre as antigas favelas cariocas de 23.09.2015 a 17.01.2016

Matéria de Karina Maia no site do jornal O Dia fala sobre a exposição “O Rio Que Se Queira Negar” no Museu da República (Catete, Rio):

Se o antropólogo Anthony Leeds (1925- 1989) ouvia Zé Keti, não se sabe. Também não se sabe se ele era o samba, como diz a música. Mas que foi a voz do morro, isso ele foi mesmo, sim senhor. Durante quase três décadas, Leeds se dedicou a compreender as comunidades cariocas e registrou o cotidiano de várias delas, como Tuiuti e Jacarezinho, onde morou. Hoje, pela primeira vez, uma série de fotos que produziu ao longo de sua pesquisa vem a público com a mostra ‘O Rio Que se Queira Negar’, no Museu da República.
Igreja construída em madeira, na Favela do Tuiuti, próxima à casa onde Anthony Leeds morou, em 1965
Foto: Divulgação

Em uma sequência fotográfica, que vai de 1965 até o fim dos anos 80, nota-se o nascimento, a morte e o renascimento de várias favelas da cidade. Pois se atualmente é inconcebível imaginar o Rio sem elas, antigamente a política era de remoção. Ou de deslocamento, já que centenas de famílias foram convidadas a se retirar de uma comunidade para serem realocadas em outros pontos, que deram origem a novas favelas.

“Se pararmos para avaliar a história, isso só aconteceu com as favelas que ficavam na Zona Sul, e em áreas de expansão urbana e imobiliária”, destaca Ana Luce Girão, pesquisadora da Fiocruz (instituição para onde o acervo foi doado). “A remoção não foi feita a partir de um estudo sobre o bem-estar das pessoas. Elas foram levadas para lugares distantes de onde viviam e que também acabaram favelizados”, critica ela.

Foi o caso da Macedo Sobrinho, da Catacumba e outras comunidades em torno da Lagoa Rodrigo de Freitas, desfeitas entre a década de 60 e 70. Suas casas foram abaixo, mas elas não foram extintas. Apenas mudaram para endereços bem distantes dos olhos das classes mais abastadas da cidade.

Leia mais clicando aqui.

O RIO QUE SE QUEIRA NEGAR
R$ 6. Grátis às quartas e domingos.
Até 17 de janeiro de 2016.

Horários:
– 22.09.2015 = abertura às 19h.
– A partir de 23.09.2015: de ter a sex, das 10h às 17h.
– Sáb, dom e fer, das 11h às 18h.

MUSEU DA REPÚBLICA
Rua do Catete 153, Catete (2127-0324)

Anúncios
Esse post foi publicado em Artes e Cultura, Cidadania, Preconceito. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s