De uma interessante reportagem no site da Isto é Dinheiro com o título “Como as empresas preparam seus funcionários para conviver com as diferenças sem preconceito e paternalismo”, vai um trecho:
(…) O desafio é como preparar a empresa para a aplicação dessas políticas e como aproveitar o talento desses funcionários. Maria Anália, revendedora autônoma da Natura, é portadora de retinose pigmentar, doença degenerativa na retina.
Aos 54 anos, enxerga pequenos vultos, mas daqui a seis anos, pela evolução da doença, a cegueira será total. Enquanto enxergou relativamente bem, trabalhou. Era analista de crédito de um banco e, por volta de 30 anos, foi obrigada a deixar a empresa.
Aposentada por invalidez, entrou em depressão. Conseguiu dar a volta por cima apenas dez anos depois, em 1993, quando, por sugestão de uma amiga, começou a trabalhar para a Natura. Disciplinada, participou de todos os ciclos de treinamento da empresa até desenvolver um método próprio de trabalho. Nada tão diferente do habitual – ela chega à casa do cliente, abre o demonstrador e pede para ele apontar a página e depois o nome do produto. Mesmo assim, sofre preconceito.
“Ninguém espera que um deficiente visual bata na porta oferecendo algo para vender. Acham que vou pedir algo”, diz. Às vezes, a resistência vem de dentro da própria empresa. Por isso, há seis anos, a Natura criou a figura do “padrinho”. São voluntários, todos funcionários, que adotam um portador de deficiência e fazem cursos de leitura em braile – e, assim, ajudam na integração do deficiente visual.
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